Mostrando postagens com marcador devaneios. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador devaneios. Mostrar todas as postagens

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Just gotta live with it

Ontem tive um dia de zumbi. Um dia bom ainda assim, mas que passei inteiro naquele estado entre o dormindo e o desperto.

A sensação teve bem a ver com o estado geral das coisas, todas meio "nem lá nem cá": fui ao trabalho, mas o pós-carnaval fez o funcionamento ser a passo de tartaruga, tinha dormido bem, porém pouco pros meus padrões e, pra coroar, passei o dia assistindo Mushishi.

Todo esse clima me fez lembrar das inúmeras vezes em que eu tive apenas que esperar as coisas mudarem por si mesmas. Tipo no fim de 2013. Foi legal, porque me dei conta de que estou bom nisso, e trata-se de uma competência fundamental pra que você não se deixe afundar em tristeza ou letargia com os desafios que simplesmente não têm solução imediata e que invariavelmente vão aparecer, porque a vida é como esses autores que não têm pena ou apenas gostam de se divertir com seus personagens.

A Oração da Serenidade, que habita aqueles pratinhos decorativos em milhares de casas por aí (lá em casa tinha um, há muitos anos) é emblemática nesse contexto:

"Concedei-me Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar; coragem para modificar aquelas que posso, e sabedoria para distinguir umas das outras.”

Amém? Hehe. :)

segunda-feira, 14 de julho de 2014

A grande questão

Eles chegam com grande promessa; na hora do "vamo ver", não arrumam nadinha; ainda assim ficam cada vez mais podres de ricos; e o povo, por sua vez, fica naquela de espectador, personagem e vítima de todo o tragicômico espetáculo.

A única questão que fica é: eu tô falando aqui de futebol, ou de política? Rá! Gotcha!



PS.: Apesar da suave crítica, essa Copa do mundo foi massa pra c*****! Deveria ter uma a cada quatro meses, não anos!

PPS.: SeleFlu está de volta, finalmente! Amém, Aleluia!

terça-feira, 29 de abril de 2014

Um grande amor do passado.

No começo da semana - vulgo "ontem" - foi anunciada oficialmente a compra da Nokia pela Microsoft. O que significa, entre outras coisas, que a marca Nokia em breve deixará de existir, dando lugar até mesmo nos celulares à da companhia estadunidense, como aconteceu no caso da pequena Ericsson, que foi comprada pela Sony nos áureos tempos pré-Android-vs-iOs-vs-WindowsPhonePelasBeiradas. Não sei se você já percebeu, mas não existem celulares Sony Ericsson há alguns anos no mercado.

Isso é uma coisa que é tão triste, mas tão triste, que eu sequer consegui encontrar em meu vasto vocabulário (só que não)  um advérbio de intensidade que fizesse jus. Sério mesmo. A Nokia sempre foi uma companhia simpática, que tinha sua sede na Finlândia, que me parece um país simpático (tenho mais empatia com a Finlândia que com os Estados Unidos, pelo menos) e além de todos esses relevantes, imparciais e cientificamente comprovados fatos há ainda o detalhe: os celulares Nokia sempre foram muito bons.

Tão bons, que o maior amor da minha vida em termos "celularísticos" é meu finado N78.

N78: S2, coraçãozinho, corassaum
O bichinho era, como diz minha namorada, muito-muito-muito-...-muito bom! Foi o único celular que tive com câmera com auto-foco que funcionava de verdade. Sério, funcionava! A bateria durava três dias! TRÊS DIAS inteiros! Desafio qualquer Galaxy SX, com X tendendo ao infinito, a ter uma bateria que dure três dias com eu jogando nele o tanto que eu jogava nesse N78. E eu jogava muito! Não tem tela de toque que seja mais confortável pra jogar do que esse direcionalzinho com "cima", "baixo", "direita", "esquerda" e "Ok" e as teclinhas laterais de navegação ou que o teclado numérico. Foram horas e horas com Real Soccer, Heroes Lore e outros joguinhos Java que acabavam com o tédio de qualquer sala de espera. Dias épicos.

Ah, e tinha WiFi! Essa bagaça tinha um processador de trezentos e poucos megahertz e dava conta dum sistema com uma câmera excelente, jogos, WiFi (vá lá que o navegador não era grandes coisas, admito) e todos esses cosméticos que se espera de um celular.

Infelizmente, a Nokia não soube se adaptar aos novos tempos e teve que se render. Mas tem um lugar especial no meu coração, foram muitas emoções, muitos anos de convivência. Espero comprar algum Lumia ainda esse ano. Claro que não vai ser por alguma homenagem ou esse tipo de bobeira, vai ser porque Android é um pé-no-saco e iOs é pra otário que dá 2000 reais num telefone rico. Enquanto isso, vou me virando com meu pequeno Asha que nunca me decepcionou. :)

Ps: Se você veio aqui atraído pelo título e esperando completamente outra coisa do post, pelo menos comenta aí embaixo pra que sua passagem não tenha sido em vão. ;)
Pps: Se você é algum tipo de ultra-nerd-alienígena que inventou um sistema operacional móvel que rode decentemente num aparelho com 300 Mhz de clock e 96 MB de RAM, como o Symbian funcionava, porém mais atual, me avise. De repente eu compro um N78 em algum lugar, se é que existe ainda.
Ppps: Se for mesmo o caso de você ser um ultra-nerd-alienígena, fique longe da Área 51. Só pra avisar mesmo.
Pppp.....s: Não tem Área 51 na Finlândia, que eu saiba. Fica a dica.

segunda-feira, 24 de março de 2014

O mundo é o bastante?

Com todas essas previsões de colapso da civilização que andaram pipocando ultimamente, como todas essas guerras estourando na Ucrânia, na Líbia, na Síria, com tantos aviões desaparecendo, com o número de pessoas que possuem um smartphone tendo alcançado a casa dos bilhões, fica a questão: o mundo é o bastante?



Is the world enough? by megan7 on deviantART

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Vida mata!

Frase de duas palavras, que li de passagem num muro qualquer da cidade, enquanto voltava em mais uma viagem de ônibus.

Claro, foi o que me bastou pra devanear o resto do caminho, porque é tão profunda quanto trivial.

Vida mata, sim. Mas tempo mata também.

E mesmo não sendo útil morrer de vida de bobeira, ainda é melhor morrer de vida que de tempo.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Soturno

Um calmo par de lentes observa a agitação do mundo ao redor. Sim, O Grandioso Mundo Ao Redor! Lá, exatamente onde está você.

Você, que pode ser o jornaleiro de bicicleta e roupas do século 19, apressado pra cumprir seu dever. Que pode ser a mulata desenvolta no centro da roda de samba, ou no palco do anfiteatro da ópera.

Pode ser o ouvinte atento, embebido pelo drama, ou o moleque ligeiro jogando pedrinhas nas janelas alheias, enérgico demais pra ter tempo de pensar antes de fazer.

Talvez o cavalheiro, salvando o dia da donzela e o gatinho do - não muito - alto galho da árvore, o herói; ou ainda o esguio ladrão, que acabou de bater aquela carteira: gestos graciosos e competentes, insuspeito e a feição do triunfo estampada.

Você pode ser qualquer um.

Eu? Eu sou o par de lentes.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Na madrugada

Quando você tá com sono, mas não dorme, tá sem paciência pra pensar na vida, sem vontade de assistir qualquer coisa, sem concentração pra jogar, em plena sexta à noite, quase sábado, o que você faz?

Explora:


Música pode não ser a solução pra tudo, mas... Nah, ela é sim!

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Um ano estranho.



Music by ~AlexMassacre on deviantART

Tenho um milhão de histórias difíceis pra contar sobre esse 2013. No entanto, como quase sempre são as coisas mais simples que mostram a real intensidade de tudo que aconteceu, vou dizer apenas o seguinte: esse ano foi, de longe, o que eu menos gastei tempo ouvindo música desde... Sempre! Apesar de ter sido, acho, o que eu mais compartilhei música aqui, talvez justamente por isso.

Aliás, 2012 eu já tinha diminuído bastante, mas ainda ganha desse. O tanto de música que a gente ouve, acho que é um bom termômetro do quanto a gente tá bem.

O estado em que as coisas andavam na minha cabeça me deixaram sem paciência pra poesia, e isso é grave, principalmente porque eu sempre tive muito gosto em cultivar, divulgar e "cavucar" música, descobrir.
  
Felizmente, uma hora as coisas andam. E a prova cabal de que andam é, mais uma vez, uma coisa simples: a playlist que preparei e ouço no exato momento em que escrevo esse post! Que Coldplay, Zeca Baleiro, Queen, Leoni e os Gorillaz estejam anunciando um tempo mais leve e mais feliz. Nós merecemos!

domingo, 22 de dezembro de 2013

Não adianta...

Não adianta,
Não adianta nada ver a banda,
Tocando "A Banda" em frente da varanda,
Não adianta o mar,
E nem a sua dor.
Não adianta,
Não adianta o bonde, a esperança,
E nem voltar um dia a ser criança,
O sonho acabou,
E o que adiantou?
Não tenho pressa,
Mas tenho um preço,
E todos tem um preço,
E tenho um canto,
Um velho endereço,
O resto é com vocês,
O resto não tem vez.
O que importa,
É que já não me importa, o que importa,
É que ninguém bateu em minha porta,
É que ninguém morreu,
ninguém morreu por mim.
Não quero nada,
Não deixo nada, que não tenho nada,
Só tenho o que me falta e o que me basta,
No mais é ficar só,
Eu quero ficar só.
Não adianta,
Não adianta, que não adianta,
Não é preciso, que não é preciso,
Então pra que chorar?
Então pra que chorar?
Quem está no fogo, está pra se queimar,
Então pra que chorar?
Fica melhor ouvindo:

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

segunda-feira, 20 de maio de 2013

The Setup

O cenário perfeito pra escrever é o silêncio, rompido só por algum ruído baixo e insistente - há sempre uma máquina pra isso -, pouca luz, solidão e um punhado de dúvidas na cabeça.

Algum tipo de sentimento controverso sempre ajuda, mas não é necessário, tampouco suficiente. Não se faz comida só com tempero. Há de haver sustância, e ela reside nas idéias, que por sua vez moram no escuro, no silêncio, na solidão e nas dúvidas.

E há de haver a epifania, o ímpeto, o estalo. Esse que, mais do que tudo, é amigo do acaso e traidor do poeta.

Segue que escrever é se afeiçoar ao obscuro, brincar com o incerto, desencavar ouro.

Então salve o palco dos nossos sonhos, salve o calabouço da nossa imaginação! Um viva aos recônditos do engenho humano: eles que nos livram da infértil segurança das certezas!

sábado, 13 de abril de 2013

Teoria Ingênua da Dinâmica do Homem.

Imagine uma folha em branco. Agora imagina ela crescendo, suas bordas se expandindo muito, muito. Mas muito mesmo!
Uma folha do tamanho do mundo!

Chegou lá? Prossigamos:

Tem agora um ponto preto nessa folha. Imagina que você pode mover esse ponto com o olhar. O ponto vai andando, obedecendo ao seu comando a maior parte do tempo, mas eventualmente alguma força invisível e incontrolável altera a trajetória do seu avatar puntiforme e não há nada que você possa fazer, a não ser esperar que ele volte pro seu controle.

Observe seu ponto um pouco mais. Ande com ele pela folha, explore seu mundo, preste atenção.

Olha lá: tem mais um ponto. Ele se move numa trajetória que só eventualmente se encontra com a sua. É possível que esteja sob o olhar de uma outra pessoa, mas nunca vamos saber, nem podemos fazer nada sobre isso.

Tente acompanhá-lo um pouco. Você não pode adivinhar pra onde ele vai. Na verdade, não pode adivinhar pra onde "você" vai, pra começo de conversa. Como pode acompanhá-lo? Será que dá?

Agora são 7 bilhões de pontos! Cada um com sua própria trajetória, se movendo de como bem os apetece, às vezes só empurrados pelas "forças invisíveis e incontroláveis". Consegue ver a confusão?

E o nosso segundo ponto, ainda consegue saber onde ele está no meio disso tudo? Se te interessasse segui-lo, quão grande seriam o esforço e a paciência que você teria que ter pra conseguir essa companhia por algum tempo? E pelo resto da vida, então?

Essa é a metáfora. E talvez a explicação.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Inspiração?


To the Sea by ~Daron-Kel on deviantART

O mar: passei toda a vida perto dele. Não desenvolvi nenhuma relação de amizade, no entanto: não sou um amigo das ondas, não posso dizer que aprecio água salgada.

Por outro lado, não deixo de reconhecer sua imponência. Ao contrário, das forças todas que superam com  facilidade a humana, de todas as coisas que existem pra nos lembrar da nossa pequenez, é uma das que mais admiro.

Viver perto, ouvir de vez em quando, não ser capaz de medir seu tamanho, perder o olhar na sua grandeza, tudo isso me tranquiliza.

Como se o imponente oceano fosse um guardião. Enquanto ele estiver ali, posso voltar e sentir tudo de novo.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Que segue.


Os últimos sete dias constituem, sem concorrência nem próxima, a pior semana da minha vida.

De tudo que aconteceu, um tanto vai deixar marcas permanentes, e disso eu já estou avisado e consciente.

No entanto, hoje eu já sorri (não gargalhei, nem tinha como); já corri; fiz chacota da minha nada fácil situação acadêmica; vi o sol poente de dentro de um ônibus lotado (e notei!); percebi o vento, meu amigo mais frequente nessa terra que exploro há quase dois anos, mais uma vez me dando sua bênção.

Hoje eu já vivi, como devo viver amanhã. Não tem que ser fácil. Tem apenas que SER.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

A global vulgaridade

Caro leitor, você já jogou Final Fantasy XII (não, não desista do texto agora, vai ficar bom!)? Se não, explico: no mundo fantástico (Thank you, Mr. Obvious!) do jogo, você começa, como era de se esperar, sabendo fazer absolutamente nada. Com o tempo, vai acumulando experiência, que pode ser utilizada para obter licenças pra aprender o que você quiser: usar equipamentos, armas, magias. Pra tudo precisa de uma licença. Até pra roubar precisa de licença.

Tá, e daí? Daí que este é um fato do mundo real que, aparentemente, todos têm ignorado solenemente: você precisa adquirir as licenças! Você quer tocar violão? Passe uns anos treinando horas e horas diariamente. Quer ser doutor em Física Quântica? Se mata! Quer ser padeiro? Aprenda a fazer pão primeiro. Mais importante: quer falar, escrever, expressar sua indignação pelo Restart não ser uma banda de rock de verdade? Aprenda a escrever/falar/xingar muito no twitter!

Incomoda (pelo menos a mim) ver tanta gente desfilando sua burrice sem pudor. Tanta gente jovem, que não sabe e não se incomoda com isso! Acha engraçado concluir o ensino básico sem entender o que lê, ou até pior: sem conseguir ler o que acabou de escrever!

Pausa para esclarecimentos: obviamente, caro leitor, o alvo da minha ira provavelmente não é você, vez que este blog é visitado mormente por um seleto grupo de pessoas cultas. O post é mais catarse e apelo. Por favor, me ajude a convencer toda essa massa que não se importa de ser ignorante.

Tenho pra mim que se a pessoa não sabe escrever, também não tem como saber pensar, portanto decidir, portanto ter opinião e por aí vai... É natural que reinem a bandalheira e o "dá pro gasto" num país de gente burra. E o Brasil é, cada vez mais, um país de gente burra.

Aí, vêm me dizer: pra quê uma pessoa vai se preocupar em saber usar o infinitivo, se tem problemas mais urgentes? Porque sem saber, os problemas mais urgentes continuarão sendo os mesmos, pra sempre! Porque quem não pensa direito não age direito, não sai do lugar, e... Brasil.

Nosso país é infestado de gente desonesta, e a única arma de quem ainda tem vergonha na cara é entender o que está se passando. E isso, amigo, só tendo a licença pra falar, pensar e reagir.

terça-feira, 20 de março de 2012

Correr!

O ano de 2012 só começou de fato pra mim na semana passada, quando voltaram as aulas do mestrado. Freqüentemente (o prof. Elon Lages Lima não aprova a queda do trema, e eu também não!) reclamo da correria e do sufoco, mas o fato interessante é que são estes - correria e sufoco - que dão graça à vida. Uma vidinha mais ou menos, só na maresia, te recompensa menos, e menos intensamente, do que uma agenda lotada.

Então, meus amigos meros mortais, nascidos, como eu, bem distante dos berços de ouro, vamos tomar fôlego e partir pro abraço, que a vida é isso aí. Força pra nós, e vamo que vamo!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Bom fds

Esse fim de semana trouxe algumas boas novas. A primeira, claro, a conquista de mais uma Taça Guanabara pro currículo do Fluzão. A segunda, o fim do horário de verão.

Eu na verdade nunca tive nada contra o bichinho, mas, baseado em quanto pareceu demorar pra passar o domingo de ontem e em quão bem eu acordei hoje, mesmo tendo ido dormir tarde, isso somado ao sol lindo que tava fazendo (e que me acordou, de fato), agora resolvi preferir o horário comum.

Então, bom dia comum pra vocês aí.
Abraço!