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domingo, 19 de janeiro de 2014

Soturno

Um calmo par de lentes observa a agitação do mundo ao redor. Sim, O Grandioso Mundo Ao Redor! Lá, exatamente onde está você.

Você, que pode ser o jornaleiro de bicicleta e roupas do século 19, apressado pra cumprir seu dever. Que pode ser a mulata desenvolta no centro da roda de samba, ou no palco do anfiteatro da ópera.

Pode ser o ouvinte atento, embebido pelo drama, ou o moleque ligeiro jogando pedrinhas nas janelas alheias, enérgico demais pra ter tempo de pensar antes de fazer.

Talvez o cavalheiro, salvando o dia da donzela e o gatinho do - não muito - alto galho da árvore, o herói; ou ainda o esguio ladrão, que acabou de bater aquela carteira: gestos graciosos e competentes, insuspeito e a feição do triunfo estampada.

Você pode ser qualquer um.

Eu? Eu sou o par de lentes.

domingo, 6 de outubro de 2013

Os lugares mais maneiros que eu nunca visitei

Templo de Angkor Wat, Camboja
Lara Croft já esteve aqui.

Essa singela construção, símbolo nacional do Camboja (tanto que aparece na bandeira do país) é considerada a maior estrutura religiosa já construída. Desde 1992, é patrimônio da humanidade pela UNESCO. Faz parte do assentamento de Angkor, vale a pena uma googlada pra conhecer mais.

Lençóis maranhenses, Brasil

Nosso nordeste dispensa apresentações, né? O litoral principalmente. Esse é um dos que vou certamente conhecer.

Baía de Ha Long, Vietnã


Não bastasse a beleza óbvia do lugar, o "plus" é a diversidade de explicações míticas interessantes pra sua existência: há quem diga que um dragão que dorme no fundo é o responsável pelos acidentes geográficos da simpática paisagem. Que São Jorge não passe por aqui.

Cenotes de Chichén Itzá


Água cristalina, caverna com um buraco no teto por onde passa a luz do sol, no coração da fascinante civilização Maia. Partiu Chichén Itzá?


Gostou da listinha? Quer contar sobre algum lugar tão maneiro quanto esses? Sinta-se à vontade pra comentar! Abraço, e vamo que vamo!

terça-feira, 10 de julho de 2012

Que segue.


Os últimos sete dias constituem, sem concorrência nem próxima, a pior semana da minha vida.

De tudo que aconteceu, um tanto vai deixar marcas permanentes, e disso eu já estou avisado e consciente.

No entanto, hoje eu já sorri (não gargalhei, nem tinha como); já corri; fiz chacota da minha nada fácil situação acadêmica; vi o sol poente de dentro de um ônibus lotado (e notei!); percebi o vento, meu amigo mais frequente nessa terra que exploro há quase dois anos, mais uma vez me dando sua bênção.

Hoje eu já vivi, como devo viver amanhã. Não tem que ser fácil. Tem apenas que SER.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Fanatismo

Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão de meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida…
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!

“Tudo no mundo é frágil, tudo passa…”
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, vivo de rastros:
“Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: princípio e fim!…”


Soneto "Fanatismo", de Florbela Espanca.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Só junto

imagem por mbennion, via deviantart.com.


E você está aqui agora,
tanto quanto estamos distantes
E nossos esparsos dias
Preciosos
Nos esperam outra vez

Essa espera feliz
do nosso abraço suspenso
Que os quilômetros
Impotentes
não se atrevem a superar.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Sadless-men algorithm

Ouça a música certa,
Pense na pessoa certa,
Ria em qualquer medida,
chore na medida certa.

Saia na chuva certa,
caminhe na rua certa,
corra em qualquer medida,
descubra também.

Assista ao filme certo,
escreva na hora certa,
fale com qualquer amigo,
pense em coisas difíceis.

Pegue leve na medida certa
pegue pesado também.
Cresça devagar
Volte pra infância sempre.

Ande, saia do lugar.
Pule mais alto,
Corra mais longe,
Sorria mais largo.

Só, acompanhado,
perto, longe...
Abraço não depende de distância.
Carinho menos.

Aprenda,
Esqueça,
Viaje,
Aprenda de novo.

Não acabou.
Não acaba.
Duvida?
Ouça a música certa.

domingo, 31 de outubro de 2010

A rua



Eram manhãs e nem sempre tranquilas.
Ia a pé; música e passo apressado.
Até chegar ali, onde as árvores me saudavam sempre com o mesmo gosto.
Chuva ou sol, aquela rua era diferente das outras. Ali podia respirar.
O pequeno espaço entre as duas esquinas que sempre me dava a sensação de eternidade.
Nem sei ao certo se era ela que tinha ou eu que queria ver, mas ali havia paz.

Eram tardes, passos lentos e ouvidos desocupados,
mas lá estavam elas, me saudando novamente.
Chuva ou sol, ali podia respirar.
Ali me encontrava, naquele curto espaço entre as esquinas.
Por tão pouco tempo quanto levava deixá-la pra trás,
sentia apenas o ar.
Ali havia paz,
na rua que mais gostava.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Uma noite, um anjo

A primeira vez que ela me disse, lembro bem: foi num sussuro, ninguém mais ouviria, além de mim, por mais que se esforçasse. Ainda que sussuro, pude sentir: ela gritava felicidade. Não era só pra mim. Ela dizia pra si mesma, como se ainda incapaz de acreditar. Aquela menina não sabia ainda lidar com o sentimento. Sabia guardá-lo, mas não tê-lo como companheiro. Mas ela queria, e aquela era a hora.
Não foi só a frase, não apenas as três palavras. Agora ela era protagonista da própria vida, agora as mocinhas do cinema inteiro suspiravam ao vê-la naquela cena. A sua cena. Agora, que já tinha conseguido sussurar, não precisava mais esconder pra si. Estava livre. Ela sabia que, por ter construído tudo devagar, pisava em solo firme e não havia riscos. Sabia que não estava sozinha. Cabiam dois naquela tela.

O outro? Olhava pra ela com a cara menos idiota que conseguia manter diante de tudo que acabava de se apresentar junto com aquelas três palavras. Se sabia coadjuvante, e, mais importante, percebia o que aquilo significava pra ela. O outro, eu, já tinha entendido todas as implicações. As sentimentais e as práticas. Não era pra menos: tínhamos - eu e ela - aprendido a ler os sinais. Não ali, não naquela fração de segundo: aquele era o símbolo de toda uma história. Era o final feliz, só que no meio.
E, por saber de tudo, fui ao céu. Aquela garota não diria aquilo, eu tinha certeza. E essa foi a melhor parte.
Não foi a primeira vez que ouvi a curta frase na minha vida. Mas foi a primeira em que consegui provar todo poder que se encerra em sua singeleza. E justo quando eu não acreditava mais.
Costumo chamar essa menina de "anjo". Bom, agora você deve suspeitar o porquê.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Sobre ter asas


Quando a gente é moleque, tem muita vontade de correr. A gente corre só pra ter a sensação de voar, só pra ver o mundo passando mais rápido, a gente corre só porque sim...
Mas aí... Aí, vem a escola, aí vem as garotas, a faculdade, o trabalho, a casa e o futuro. Acaba que a gente corre tanto que nem tem mais tempo de correr.

Só que, de vez em quando, nos damos ao luxo de parar pra pensar. E aí? A gente ri de si mesmo pelo tanto de tempo que passou correndo sem sair do lugar. Nessa hora, a gente sente vontade de correr de novo.

Porque, lá no fundo, aquele moleque nunca parou de voar...

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Banho de chuva

Caía silenciosa, não queria incomodar. Não, estava ali por outra causa:
lembrar a quem passava da sensação de não ter pressa.
Por isso a sutileza, por isso o cinza,
o tom sonolento.

Não era um prenúncio de tristeza,
como quase sempre lhe é imposto.
Era só um sussuro,
conselho tranquilo,
a lavar o espírito, antes da pele.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Eu realmente queria...

Não ser assim, tão cabeça fria,
Queria me incomodar, não conseguir fingir que tá tudo bem
não conseguir acreditar nisso
Queria ver o que realmente interessa, não o que querem que eu veja

Não me importar tanto com as aparências,
Me importar mais com os outros

Queria ser o que vejo de bom nos meus melhores amigos,
conseguir escrever mais com a alma que com a cabeça.

Realmente queria alguém que confiasse em mim o suficiente pra ficar do meu lado
mesmo antes de saber se estou certo,
ou até depois de ver que estou errado.

Realmente queria não precisar querer tanta coisa.

Mas, vamos com calma também.
As pessoas se amam pelo que não tem.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Delicadeza e doçura não fazem muito sucesso

Não sei exatamente o motivo, mas tenho voltado a acreditar nessas coisas:


segunda-feira, 10 de maio de 2010

Ainda vale a pena?

Casamento é um assunto complicado hoje em dia. Mas a Taís, como sempre sábia, escreveu tudo que você precisa saber sobre o assunto de uma maneira bem simples: contando a experiência dela.

Leitura obrigatória pra qualquer um que ainda alimenta a esperança de encontrar alguém com quem compartilhar a vida.

Leia aqui.

Mas leia mesmo, pq o texto vale a pena!

Abraço!

domingo, 2 de maio de 2010

O que importa...

É sentir o valor das coisas simples;
Saber tranformar um gesto num presente, uma frase num dia ganho, um momento numa boa lembrança...
É sentir saudade, lembrar de desejar boa noite a quem mais te faz bem...
É saber que há quem cuide de você, quem torça, quem ria (de e com você)...
É olhar pruma janela e perceber que lá fora... é só o começo. Que você está protegido...
É entender que vale a pena amar, desde que isso não te impeça de viver... e que viver é muito menos interessante se, por escolha prória, se impede de amar.
É ter alguém que diga "vc eh um anjo", mesmo tendo perfeita noção dos seus defeitos...
É de surpresa perceber que é mais importante na vida de alguém do imaginava (ou até mesmo do que pretendia)
É de surpresa perceber que alguém é mais importante pra sua vida do que você "planejava".
É saber rir das ironias, das reviravoltas da vida. E que só vai ter uma chance para isso.
É lutar por quem você gosta, enquanto isso não te privar de lutar por si mesmo.
É enxergar por um outro ângulo...
Saber dar de ombros pro resto do mundo de vez em quando.
E ter certeza que, quando essa fase passar, todos os seus amigos estarão te esperando ainda.
O que importa é estar onde sinta paz de verdade.
É não cair na loucura de acreditar que ninguém é de ninguém.
É ser romântico e racional na medida certa...
É rir de coisa nenhuma e passar por louco às vezes...
É ganhar um sorriso de volta.
O que importa geralmente não é caro, não dói, nem é difícil...
O que importa é ser feliz...