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segunda-feira, 2 de março de 2015

Machadeando

inútil, disse ele rasgando a carta em mil pedaços, a língua humana há de ser sempre impotente para exprimir certos afetos da alma; tudo aquilo era frio e diferente do que sinto. Estou condenado a não dizer nada ou a dizer mal.”

Machado, em Contos Fluminenses.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Assim dizia Maquiavel


"Vai tanta diferença entre o como se vive e o modo por que se deveria viver, que quem se preocupar com o que se deveria fazer em vez do que se faz, aprende antes a ruína própria, do que o modo de se preservar; e um homem que quiser fazer profissão de bondade, é natural que se arruine entre tantos que são maus."

Trecho d'O Príncipe.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Espanca

Há coisas que são tão boas que merecem repost, rerrepost, rerrerrepost, re... Já deu pra entender, né? Apreciem:

FanatismoMinh'alma, de sonhar-te, anda perdida. 
Meus olhos andam cegos de te ver. 
Não és sequer razão do meu viver 
Pois que tu és já toda a minha vida! 

Não vejo nada assim enlouquecida... 
Passo no mundo, meu Amor, a ler 
No mist'rioso livro do teu ser 
A mesma história tantas vezes lida!... 

"Tudo no mundo é frágil, tudo passa... 
Quando me dizem isto, toda a graça 
Duma boca divina fala em mim! 

E, olhos postos em ti, digo de rastros: 
"Ah! podem voar mundos, morrer astros, 
Que tu és como Deus: princípio e fim!..." 

Florbela Espanca, in "Livro de Sóror Saudade"

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

"My thoughts on S.O.P.A.", by Paulo Coelho

No último dia 20, o escritor Paulo Coelho publicou em seu blog um texto onde opinava sobre a famigerada S.O.P.A. e, mais que isso, sobre o que pensa da "pirataria" online. O texto original, em inglês, pode ser lido aqui.
Abaixo, uma versão traduzida do post. A tradução é minha, e portanto qualquer eventual erro também. Comentem!

Na antiga União Soviética, nas décadas de 1950  e 60, vários livros que questionavam o sistema político começaram a circular "debaixo dos panos" em versões mimeografadas. Seus autores nunca receberam um centavo em royalties. Ao contrário, eles foram perseguidos, denunciados na imprensa oficial e enviados a exílio nas gulags siberianas. Mesmo assim, eles continuaram escrevendo.

Porquê? Porque eles precisavam compartilhar o que estavam sentindo. De Gospels a manifestos políticos, a literatura permitiu que idéias viajassem e até mesmo mudassem o mundo.

Não tenho nada contra pessoas ganhando dinheiro por seus livros; é assim que me sustento. Mas olhe o que está acontecendo agora. O Stop Online Piracy Act (S.O.P.A.) pode despedaçar a internet. Este é um PERIGO REAL, não só para os americanos, mas para todos nós, já que a lei - se aprovada - afetará o planeta inteiro.

E como me sinto quanto a isso?
Como autor, eu deveria estar defendendo a "propriedade intelectual", mas não estou.

Piratas do mundo, unam-se e pirateiem tudo que eu já escrevi!

Os bons e velhos dias, quando cada idéia tinha um proprietário, se foram para sempre.
Primeiro, porque tudo que se faz é reciclar os mesmo quatro temas: uma história de amor entre duas pessoas, um triângulo amoroso, a disputa por poder, e a história de uma jornada.
Segundo porque todos os escritores querem que o sua obra seja lida, seja em um jornal, num blog, num panfleto ou numa parede.

Quanto mais vezes ouvimos uma música no rádio, mais ficamos inclinados a comprar o CD. É o mesmo com a literatura.

Quanto mais pessoas "pirateiam" um livro, melhor. Se gostarem do começo, comprarão o livro inteiro no dia seguinte, porque não há nada mais cansativo do que ler longos textos numa tela de computador.

1. Alguns dirão: Você já é rico o bastante para permitir que seus livros sejam distribuídos de graça.
Isso é verdade, eu sou rico. Mas foi o desejo de fazer dinheiro o que me levou a escrever? Não.
Minha família e meus professores todos disseram que não ser escritor não dava futuro.
Eu comecei e continuo escrevendo porque me dá prazer e significado à minha existência. Se dinheiro fosse a razão, eu poderia ter parado há muito tempo e me poupado de ter que lidar com críticas invariavelmente negativas.

2. A indústria da imprensa dirá: Artistas não podem sobreviver se não forem pagos.
Em 1999, quando fui publicado pela primeira vesz na Rússia (com uma tiragem de 3000), o país estava sofrendo com grave escassez de papel. Por acaso, eu descobri uma edição "pirata" de "O Alquimista" e a postei na minha página na web.
Um ano depois, quando a crise estava resolvida, eu vendo 10000 copies da versão impressa. Até 2002, eu já tinha vendido um milhão de cópias na Rússia e agora já ultrapassei a marca dos 12 milhões.

Quando viajei pela Rússia de trem, encotrei muitas pessoas que me contaram ter descoberto meu trabalho através da versão "pirata" que postei no meu site. Hoje em dia, administro um site "Pirate Coelho" com links para quaisquer livros meus disponíveis em sites de compartilhamento P2P.
E minhas vendas continuam crescendo. Aproximadamente 140 milhões de cópias ao redor do mundo.

Quando você chupa uma laranja, precisa voltar ao mercado se quiser comprar outra. Nesse caso, faz sentido pagar ali mesmo.
Com um objeto de arte, você não está comprando papel, tinta, pincel, tela ou notas musicais, mas a idéia nascida da combinação desses produtos.

A "pirataria" pode agir vomo uma apresentação ao trabalho do artista. Se gostar da idéia, aí você vai querer tê-la na sua casa; uma boa idéia não precisa de proteção.

O resto é ganância ou ignorância.

sábado, 3 de dezembro de 2011

"Through twisted streets...



... he ran, with nothing but the City Crest and an old stranger's voice to guide him."

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Fanatismo

Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão de meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida…
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!

“Tudo no mundo é frágil, tudo passa…”
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, vivo de rastros:
“Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: princípio e fim!…”


Soneto "Fanatismo", de Florbela Espanca.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

"Queremos saber"

Queremos viver
Confiantes no futuro
Por isso se faz necessário prever
Qual o itinerário da ilusão
A ilusão do poder
Pois se foi permitido ao homem
Tantas coisas conhecer
É melhor que todos saibam
O que pode acontecer
"Queremos Saber" - Gilberto Gil 

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

É a vida...

"(...) estes são os meus princípios. Se você não gostar, eu tenho outros."


 Trecho do "Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil", Fernando Narloch. Frase de Grouxo Marx.

sábado, 27 de novembro de 2010

"..."

"Vivemos num mundo onde precisamos nos esconder para fazer amor, enquanto a violência é praticada em plena luz do dia."

John Lennon

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

"..."

"Tempo, tempo, mano velho

falta 
um tanto
ainda,
eu sei,
pra você correr macio..."
"Sobre o tempo" - Pato Fu

terça-feira, 2 de novembro de 2010

"Pode me comprar um suco?"

"Pode me comprar um suco?". Tinha fé no mundo. Lá veio o menino de rua com o suco e o troco pra cem.

O texto acima é um aperitivo do que você vai encontrar no blog cem toques cravados, do escitor Edson Rossatto. O autor se propôs um desafio muito interessante: escrever microcontos que tivessem exatamente 100 caracteres (pode voltar ao trechinho do começo do post pra conferir, se quiser...). É realmente impressionante o que ele conseguiu fazer com tão poucas palavras. Vale muito a pena uma visita.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

"E lá no céu...

...os astros, num arranjo surpreendente, se buscavam como a gente."

"As noites" - Skank

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

"..."

"Não há absolutamente nenhuma boa idéia na política. As idéias são todas óbvias; o único problema é fazer com que as pessoas as coloquem em prática."

Albert Einstein

quarta-feira, 16 de junho de 2010

A eterna novidade

O meu olhar é nítido como um girassol
Tenho o costume de andar pelas estradas
olhando para a direita e para a esquerda,
e de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
é aquilo que nunca antes eu tinha visto,
e eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
que tem uma criança se, ao nascer,
reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
para a eterna novidade do mundo.

Fernando Pessoa