quinta-feira, 24 de junho de 2010

A arte de esperar

Tenho quatro livros por terminar, não tenho mais paciência pra "zerar" jogos longos, tentei aprender a programar em duas ou três linguagens diferentes, obtendo pouco ou nenhum progresso. Qual o motivo?
Não deu tempo. Ou melhor, eu não dei tempo a cada tarefa, quis fazer tudo de uma vez.

Trata-se de uma das características da sociedade atual. Há muitas opções de entretenimento, muita coisa pra ler, pra aprender, muita informação, muito tudo. E não dá mais tempo nem vale mais a pena dedicar horas a uma só empreitada.

E eu não tô dizendo que as pessoas estão se tornando relapsas ou preguiçosas, não tô fazendo julgamento de valor ou de caráter, não. É que estamos simplesmente sendo absorvidos pelo turbilhão que a vida tem se tornado, mesmo nas pequenas cidades.

E, aliás, estaria tudo bem, se não fosse um pequeno detalhe: existem coisas que EXIGEM tempo, mais do que temos estado dispostos a empregar. E não só as de cunho "prático", como aprender, ou passatempos, como jogar, mas também as mais... abstratas, fundamentais, digamos assim, como criar uma amizade ou manter um relacionamento (namoro, casamento, ficada, qualquer uma dessas mil modalidades que existem hoje...).

Chegamos a um ponto de não ter tempo nem pra nós, quanto mais para os outros. Só que as pessoas precisam de paciência, precisam de alguém que as espere, que respeite seu ritmo. Como dizia Renato Russo, "meus verdadeiros amigos sempre esperaram por mim". Quantos verdadeiros amigos podemos então ter hoje, se ninguém espera por ninguém?

Inclusive, não vai dar pra terminar minha linha de raciocínio aqui... Tô sem tempo. hehe

2 comentários:

  1. Ihhh, q engraçado esse final ai véy. Q besta! kkk
    Mas tá legal, gostei mermo.
    Obs.: Vc está escrevendo cada dia melhor. (Minha avaliação de professora...kkkkkk)
    ^^

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